Willians Andrey

02/04/2020

Aprendiz nato. Amante da natureza e da natureza das coisas. Sou um eterno viajante, peregrinando sempre em busca da vida e seus aforismos.
Sou formado em Teologia, História e Pedagogia. 
Sou acadêmico do curso de Direito da Resultados da pesquisa
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Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT.

PARA SOSSEGAR 

Para sossegar a passagem

Contemplar a paisagem
Desprende-te do desatino
Da mera miragem
Tece a caminhada leve
Penumbrando, sombra breve
Intenção selvagem com a razão
Passeando se vai aglutinando estações
Nada leve
Dos pesos e aflições
A ti serve
Vida e emoções
Não te serve
Passa rápido pelos murmúrios e lamentações
Deu cede
Suado
Siga
Mas agora fique alongado
Criatura selvagem
Na mata tens seus carreiros
Sobe alto
Esqueça as dores em seus artelhos
Brada forte
Não estás em cativeiro
Rasteja ligeiro
Mergulha profundo
Voa alto
Salta mesmo
Destarte, eu não estaria vivo
Sigo os instantes
Ambulante e vagoroso.

Divagando no nada, no tudo no oco

Ora estressado e omisso
Por horas do enfado me esquivo
Na dor e no delírio me assisto
Temporadas e tempestades
Metades
Do alto vem a lume
Do alto
Temporã e serôdia
Do divã vem conselho
Nunca mais cabrestos e arreios
Destiladamente pingo
Corto meu vinho
Vigio
Vestígios e respingos
Investido
Vestido reverso
Continua
Anonimato
Talco branco nas assaduras
Me vejo no espelho
Tiro as ataduras
Vejo meu rosto
Cicatrizes esparsas
Nuvens escuras
Mas vem a lume, o sol
O vagalume do Sheol.