Tia-mãe

26/05/2021

Não sei se de mim esqueceu

Cada um com sua missão

Doença ingrata e sem noção

Escrevo deste coração, sempre seu

Por ti não cansamos de rezar

Mesmo as vezes sem entender

Boas pessoas têm que sofrer?

Somente Deus para explicar

Desde a minha feliz infância

Vem lembrança de ti

A tia amada que só sorri

E amor nos traz em abundância

Brigava comigo ano a ano brincando

Meu cabelo branquinho escurecia

Agora aos quarenta lhe alegraria

Novamente branquinho está virando

A história que contava vem à mente

Eu pequeninho imitando o aluno

Estrelinha mal sucedida, que inoportuno

Terra na boca e sua risada contente

Vem férias, que ansiedade

Para a casa da tia já combinava

De longe já via quem me esperava

Partia para a carinhosa cidade

Conversa vai, conversa vem

As risadas iam até de madrugada

Fazendo pamonha de baciada

Amigas-irmãs, iguais não tem

Forte veio a nostalgia

Abraçar, beijar, rir sem medida

Minha Tia-Mãe querida

Abençoada Edite Maria