Ireneu Bruno Jaeger

28/11/2019

Prof. Ireneu é natural de Itapiranga (SC), casado com a Profa. Isabela Norma Jaeger e tem três filhos (Paulo, Marisa e Márcia), sete netos e uma bisneta. Como professor, lecionou em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. É formado pela Universidade Católica do Paraná, no Curso de Filosofia Ciências e Letras, com habilitação em Português e Literatura, Latim e Literatura e Inglês. É aposentado pela Universidade do Estado de Mato Grosso. Chegou a Sinop no dia de Natal de 1977. Foi por duas vezes diretor eleito da Escola Estadual "Nilza de Oliveira Pipino". Foi por duas vezes coordenador eleito da UNEMAT- Campus de Sinop. Em sua gestão, foi conseguido o atual prédio da UNEMAT junto ao prefeito Antônio Contini. Além da atuação no magistério, sempre atuou como escritor, tendo fundado em Santa Catarina os jornais: Clarinadas. Itapiranga em Marcha, Oeste em Marcha. Ali foi fundador e diretor da Rádio Itapiranga. É um dos fundadores da Academia Sinopenses de Ciências e Letras.

SUAS POESIAS

E a flor murchou

A morena viu um lírio branco
que tinha brotado em cima de um monte de barro.
Era o dia 25 de janeiro de 2019.
O sol se escondera atrás de uma nuvem.
Levanto, mas não ligo TV.
Estou enfadado de tanto ouvir
esquerda x direita
como se não houvesse outro caminho.
Mas me imploram:
Venha ver! Que horror!
Meus olhos se ofuscam.
No meio daquela cena dantesca
ouço Castro Alves gritar:
"Onde estás, Senhor Deus, dos desgraçados?!"
A resposta é um ruído ensurdecedor
de helicópteros.
A televisão mostra:
Um senhor engravatado que
tenta explicar o inexplicável.
Fala difícil: a jusante a montante
e as pessoas fugindo a pé
do monstro barroso
é um rebenque pavoroso açoitando as consciências.


O Fascínio pelas Letras
Quando o professor de História
dava prova. Exemplo:
Guerra do Paraguai
ou O Descobrimento do Brasil
eu vibrava e escrevia loucamente
páginas e páginas de almaço
imaginando a guerra
participando dela
o burburinho nos navios atingidos
o tumulto indescritível dos feridos
os balaços, os mortos
sempre matava mais algum por conta.
E no descobrimento
os portugueses deslumbrados
com os índios corpudos sem roupas.
Escrevia, escrevia, cansava a mão
de tanto colocar garatujos na folha.
Claro que o professor
não ia ser tolo
de ler toda aquela fantasia
nem percebia patavina
da criatividade malformada
e se limitava a dar dez.

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