Escritora Luciana Lana   Comodoro-MT

Doutoranda em Estudos Literários pela Unemat - Tangará da Serra / MT. Mestra em Letras - Profletras pela Unemat - Cáceres - MT. Licenciada em Letras - Português e Inglês pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2003) - Pontes e Lacerda/ MT. Especialista em: Estudos Linguísticos e Literários/PROMINAS; Psicopedagogia e Educação Especial/PROMINAS; Filosofia e Sociologia - PROMINAS. Metodologias Aplicadas às Séries Iniciais do Ensino Fundamental pela Faculdade de Selvíria- MS. Tem experiência na área de Linguagem e Letras, com ênfase em Língua Portuguesa. É habilitada no Magistério pelo Programa de Formação de Professores Leigos. Professora de Língua Portuguesa na Rede Estadual de MT/Seduc.


ANTOLOGIA VOLUME 14  - Encaminhada 07/02/2021

Identidade perdida
Eu sou o avesso da poesia.
O contrário do recomeço
para ti, a identidade perdida.
Acaso em noite de vendaval.
Eu sou o oposto do SIM,
o monólogo do fim.
Relíquia destinada ao mal.
Eu sou o agora de ontem.
As marcas do tempo
no rosto de alguém.
Traços perdidos...
Restos de um destino
que afaga e se compraz
da inconstância do bem.
Eu sou o apagar da luz
que entremeia o berço
e o torna o centro do quarto.
Eu sou a dor
presente no parto.
E eis que no encontro contigo
eu penso em declinar,
mas a opacidade dos seus olhos
me convence que, a mim,
não é permitido amar.
Eu sou o suspiro,
o desvelo, a fragrância
a esperança que te negaram.
A lua e o arrepio
em noite estranha
e as lembranças
que nunca cessaram.
Eu sou o que te descansa
e faz sofrer.
Aquele instante em que você
se mostra no próprio semblante e descobre o seu verdadeiro Ser. 

ANTOLOGIA VOLUME 13 - Encaminhado 11/11/2021

Aceite-me
Aceite-me ainda que pecador
Aceite - me ainda que não merecedor
Aceite-me ainda que egoísta
Aceite-me ainda que não saiba ser altruísta
Aceite-me ainda que oculte minha triste verdade
Aceite-me ainda que pronuncie temeridades
Aceite-me por eu imperfeito ser
Aceite-me por eu pequeno me reconhecer
Aceite-me porque
Ainda que em último momento perceber
Que és tudo em meu viver
Aceite-me, pois o último ato dessa alma,
nesse corpo, foi entregar-me a você.